537 C.U.B.A. (tradução)

Original


Orishas

Compositor: Compay Segundo

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Sou de Cuba, daquilo que se impôs e que gruda
E quando chega, não desgruda, gruda, gruda
Aquilo que o russo falou no discurso
Que Compay Segundo colocou entre suas sobrancelhas
Agora resta a distância

Se é da minha língua que eu vivo e alivio minha tristeza insistente
Como você quer que eu faça parar
O sangue de amor e pátria que corre nas minhas veias?
Gerações velhas e novas de coração, sangue e pulmão

Lá longe, onde o Sol é mais quente
Eu deixei meu coração, um riacho e um palmar
Deixei minha pátria querida já faz mais de um ano
Por mais que eu tente, minha ferida não vai fechar

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Sinto falta da minha terra querida, nem tente falar dela
Ela está o tempo todo na minha mente, sempre presente, sabe
Meu coração fala comigo e não mente, irmão
Eu ando flutuando, passando a mão, mão
Pelo mapa desse mundo
E lá do fundo do meu coração, eu sinto nostalgia
Uma sensação estranha, tipo saudade
Dessa distância que está no caminho
Dizem que eu vou voltar bem

E isso me faz o homem mais feliz do mundo por um segundo
Compay Segundo já cantou, e eu canto de novo
Escuto o lamento da minha gente, cara
Eu explico pra você
Cubano cem por cento, protótipo

Vou arrancar meu coração
E esperar minha volta
Pra colocar ele de novo
Dentro do meu peito

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Cayo Hueso, San Leopoldo, Buena Vista, Miramar
Alamar, La Victoria, Havana Velha, Barrio Nuevo, Bejucal
Onde você está, minha Rampa?
O Sol que canta, a Catedral, o Capitólio se levanta

No ouvido dessas vozes, a esquina 23 e 12
Vedado, Paseo del Prado, seus leões lado a lado
Fazem parte das minhas tradições
Das minhas emoções, é você, minha Cuba, não existe outra como você

Kabíe Sile, sou yorubá, que não fique dúvida (aham)
Se eu choro, é porque sinto falta dela
De não ver meu Malecón, meus amigos da minha quebrada
Os que nasceram comigo, os que jogaram bola comigo
Lembrar deles sem ter eles aqui me machuca
Ano após ano, eu sonho em rever aqueles amigos que eu tanto sentia falta
Seu cheiro do campo quando chove
O Morro, o tiro de canhão das nove
Quem ama você, nunca morre, não, jamais, jamais

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

Venho de um lugar que tem um rio
Tabaco e canavial
Onde o suor do fazendeiro
Faz a terra sonhar

©2003- 2026 lyrics.com.br · Aviso Legal · Política de Privacidade · Fale Conosco desenvolvido por Studio Sol Comunicação Digital